O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry
Nome do Livro: O Pequeno Príncipe
Autor(a): Antoine de Saint-Exupéry
Editora: Agir
Páginas: 95
Levei 2 dias para terminar o livro.
Acho que fiquei tão empolgada em querer saber mais que acabei ele bem rápido. Esse livro (como muitos dos anteriores) foi emprestado da minha tia.
Quando a gente lhes fala de um novo amigo, as pessoas grandes jamais se interessam em saber como ele realmente é... Se dizermos às pessoas grandes: "Vi uma casa de tijolos cor-de-rosa, gerânios na janela, pombas no telhado..." elas
não conseguem, de modo algum, fazer uma ideia da casa. É preciso
dizer-lhes: "Vi uma casa de seiscentos mil reais". Então elas exclamam:
"Que beleza!" - pg. 19
"Era uma vez um pequeno príncipe que habitava um planeta
pouco maior que ele, e que tinha necessidade de um amigo..." - pg. 20
Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em
milhões e milhões de estrelas, isso basta para que seja feliz quando a
contempla. Ele pensa: "Minha flor está lá, nalgum lugar. . . "- pg. 30
Deveria tê-la julgado por seus atos, não pelas palavras. Ela exalava perfume e me alegrava... As flores são tão contraditórias! Mas eu era jovem demais para saber amá-la. - pg. 33
- É claro que eu te amo - disse-lhe a flor. - Foi minha culpa não perceberes isto. Mas não tem importância. Foste tão tolo quanto eu. Tenta ser feliz... É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas. Dizem que são tão belas! Do contrário quem virá visitar-me? Tu estarás longe... Quanto aos bichos grandes, não tenho medo deles. Eu tenho as minhas garras. E ela mostrava ingenuamente seus quatro espinhos... Tu decidiste partir. Então vai! Pois ela não queria que ele a visse chorar. Era uma flor muito orgulhosa... - pg. 36
"Se eu ordenasse", costumava dizer, "que um general se transformasse numa gaivota, e o general não me obedecesse, a culpa não seria do general, seria minha."- pg. 37
É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar - replicou o rei. - pg. 40
- Tu julgarás a ti mesmo - respondeu-lhe o rei. - É o mais difícil. É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros. Se consegues fazer um bom julgamento de ti, és um verdadeiro sábio. - pg. 41
Tu não és ainda para mim senão um
garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho
necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não
passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas,
se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para
mim o único no mundo. E eu serei para ti única no mundo... - pg. 68
Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo
não me lembram coisa alguma. E isso é triste Mas tu tens cabelos cor
de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo,
que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento
no trigo ... A gente só conhece bem as coisas que cativou - pg. 69
Se tu
vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a
ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz.
Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço
da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a
hora de preparar o coração...É preciso que haja um ritual... É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora das outras horas. - pg. 69
O pequeno príncipe cativou a raposa... - Ah! Eu vou chorar. - A culpa é tua... Eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse... - Quis. - Mas tu vais chorar! - Vou - Então não terás ganho nada! - Terei sim por causa da cor do trigo... - pg. 70
Eis o meu segredo. É muito simples; só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos... Foi o tempo que perdeste com a tua rosa que a fez tão importante. - pg. 72
Tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela tua rosa... - pg. 74
É bom ter tido um amigo, mesmo se a gente vai morrer. Eu estou muito contente de ter tido uma raposa como amiga... - pg. 77
Os olhos são cegos. É preciso ver com coração... - pg. 81
A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar... - pg. 83
Ensinamentos Práticos “O Pequeno Príncipe”
Valor não é preço
Não medir pessoas, sonhos ou experiências pelo dinheiro, status ou aparência, mas pelo significado que têm para nós.
Interessar-se pelo essencial das pessoas
Perguntar como alguém é, e não apenas o que tem, o que faz ou quanto ganha.
Todo ser humano precisa de vínculos
A necessidade de amizade, afeto e conexão é tão vital quanto qualquer necessidade material.
Amar é agir, não apenas dizer
O amor se revela nos cuidados diários, na presença, na responsabilidade — não só nas palavras.
As contradições fazem parte do amor
Quem ama precisa aprender a lidar com imperfeições, inseguranças e silêncios.
Responsabilidade é parte do afeto
Ao criar laços, assumimos o compromisso de cuidar — não de possuir, mas de respeitar.
Exigir de cada um apenas o que ele pode dar
Liderar, amar ou conviver exige empatia e senso de limite — inclusive consigo mesmo.
Julgar a si mesmo é o verdadeiro desafio
Autoconhecimento é mais difícil — e mais sábio — do que criticar os outros.
Cativar torna o outro único
As pessoas se tornam especiais pelo tempo, atenção e afeto que dedicamos a elas.
O tempo investido cria valor emocional
Aquilo que cuidamos com constância se torna insubstituível.
Rituais dão sentido à vida
Pequenas rotinas, encontros marcados e gestos simbólicos tornam os dias especiais.
Amar envolve risco
Criar laços pode causar dor, mas também traz significado, memória e beleza.
O essencial não é visível
Sentimentos, intenções e vínculos não podem ser medidos com os olhos, apenas com o coração.
A perda não anula o valor do que foi vivido
Ter amado e criado laços vale a pena, mesmo que eles não durem para sempre.
Ver com o coração é um exercício diário
É uma escolha constante de sensibilidade, escuta e presença.
Cada frase que coloquei aqui vem com um significado enorme sobre a importância das relações que temos com as pessoas que esteve ou estão ao nosso redor. Houve várias partes que me emocionaram ao ter recordações que vivo com as pessoas. E com certeza, o melhor presente que demos um ao outro foi o nosso tempo que cativamos, a necessidade que tivemos um do outro para tornar nossa vida mais leve e alegre. Um abraço que demonstra: "Você não está sozinho. Eu estou aqui."
A beleza da vida é tentar sempre fazer o seu melhor mesmo com as dificuldades, acho a sensação de tristeza bela, pois significa que teve algo de importante para você sobre aquilo. O essencial é invisível aos olhos, é esse essencial que tento refletir quando acordo. Tem uma reflexão que diz:
- Você prefere um milhão de reais ou acordar?
- Um milhão de reais.
- Tudo bem, você tem um milhão de reais na sua conta mas não vai poder mais acordar.
Refletindo sobre isso... acordar não tem preço, assim como ter amigos não se têm. Nossa vida vale mais que números, cargo, força e aparência.
As perguntas que o príncipe faz nos convidam a refletir sobre nossas atitudes como “pessoas grandes”. É no ato de servir ao outro que ele se torna verdadeiramente extraordinário. Assim como cuidava da rosa, arrancava os baobás e mantinha seus vulcões sob controle, suas ações eram guiadas pelo senso de responsabilidade e cuidado. Afinal, de que adiantam cargos, admiração ou regulamentos se nada disso nos faz, de fato, sentir úteis para alguém?
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